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segunda-feira, julho 9

Fractal de luxo


Mais um fractal lindíssimo.
Qualquer fractal é uma janela aberta sobre o infinito, em muitos sentidos. Este, além disso, é particularmente belo.

domingo, junho 10

CRASH


Um daqueles filmes que não podemos deixar de ver. Ou podemos, mas teremos perdido algo precioso.
Um filme onde as pessoas não são a preto e branco, mas verdadeiras, boas e más ao mesmo tempo. Onde as histórias se cruzam numa aparente desordem para afinal se encaixarem como perfeita obra de relojoaria. Um filme que nos faz recordar Newton, os iluministas e as concepções deterministas da liberdade humana... Que porção de livre-arbítrio nos é realmente consentida?

Para além disso, temos uma câmara que sabe movimentar-se, uma montagem interessante e enquadramentos dignos de registo, e ainda uma direcção de actores excelente.
Não consegui recordar o nome do realizador. Alguém me pode ajudar?

E com a bela ajuda do Tiago Gonçalves, já posso dizer que o realizador é Paul Haggis. Obrigada, Tiago!

STALKER


De Andrei Tarkovsky.
O mais extraordinário dos filmes. O preferido, sem sombra de dúvida.
(Ainda que a minha lista de topo tenha imensos nomes!)

quinta-feira, junho 7

Fractais





Uma outra paixão...
Com um obrigada à Carla Borges, que aos quinze anos colecciona fractais e partilhou a sua colecção comigo.

sexta-feira, junho 1

Voltaire


Queria deixar aqui a ligação para CANDIDE OU L'OPTIMISME, mas por qualquer razão não consigo agarrar o link. Foi uma obra cuja leitura me impressionou profundamente e me permitiu olhar o mundo com outros olhos. Aliás, a escrita límpida, rigorosa e cheia de uma subtil ironia constitui só por si uma lição magnífica.
Obrigada, Voltaire.

quarta-feira, maio 30

Mãe-Terra em todo o seu esplendor

AQUI

Não me canso de olhar de todos os ângulos possíveis. Como é bela também a esta distância! Como é azul e misteriosa e cheia de luzes. Como é imensa e me deixa um nó na garganta pensar no sofrimento escondido por baixo desta magnificência. Sofrimento quase todo gerado por nós, humanos. Que espécie de seres somos nós, afinal?

sábado, maio 26

Ainda Casablanca



As Time Goes By

Casablanca



Uma das mais belas versões de La Marseillaise.
É o espírito que conta.

quarta-feira, maio 16

Cena de Amor



Enquanto a noite arrastava a cauda negra, dei de beber à minha amada vinho sombrio como pó de almíscar.

E estreitei-a a mim como um guerreiro estreita a espada, e como talins as suas tranças pendiam dos meus ombros.

E, quando levemente adormecida, afastei-a de mim.
Afastei-a do meu peito, para que não adormecesse sobre uma almofada palpitante.

Ben Baqi

(poeta andaluz do sec. XII D.C.)
Traduzido por Herberto Hélder

terça-feira, maio 15

Visita de amor

Vieste um pouco antes de soarem os sinos cristãos, quando o crescente lunar se abria no céu,
Como a branca sobrancelha de um velho ou a curva delicada de um pé.
E, apesar da noite, o arco-íris brilhou no horizonte, o arco de múltiplas cores, cauda enorme de pavão.

Ben Hazm

Granada, séc XI D.C.
(traduzido por Herberto Hélder)


Este poema encanta-me pela delicadeza das imagens, mas também por revelar, en passant, que cristãos e muçulmanos podiam viver perto uns dos outros sem conflitos, e que isso era suficientemente NORMAL para que a hora seja insinuada pela referência aos sinos cristãos.

Teríamos todos vantagem (o Ocidente tanto como o Islão) em reaprender a História do que foi o relacionamento dos nossos povos, mesmo em tempo de Reconquista mútua.
A mim parece-me cada vez mais evidente que uma minoria barulhenta e violenta conduz a orquestra, e os seus objectivos não são os da maioria. Convém muito aos poderes instituídos, tanto de um lado como do outro, manter a desordem, a violência, o confronto e as mortes.
Mas não é isso que convém às PESSOAS. Ao povo. E não é isso que a História nos ensina: o que nos ensina, é que durante séculos pudemos trocar conhecimentos e aprender uns com os outros. E VIVER uns com os outros lado a lado.