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segunda-feira, julho 16
Jane Eyre de novo
-Jane, do you believe in redemption?
Esta é uma das heranças mais curiosas do Romantismo: o amor que redime. Uma das mais belas, e se calhar das mais atraiçoadas na transição do sentido de romântico para sentimental. O romântico é trágico e implacável na lógica dos sentimentos. Não será sentimental.
Será, talvez, um sinal dos tempos, que hoje se considerem "românticas"pessoas que são, na realidade, sentimentais .
Etiquetas:
Literatura sec. XIX; amores e desamores
domingo, julho 15
Jane Eyre
AQUI
É um dos meus romances preferidos desde a adolescência.
Esta série, datada de 2006, é da BBC,com dois actores que desconhecia: Toby Stephens e Ruth Wilson.
Acho-os francamente comoventes como Jane Eyre e Edward Fairfax Rochester.
Claro que na série se perderam alguns aspectos muito presentes no livro de Charlote Bronte, como a profunda fé de Jane e a sua postura ética muito kantiana, nela articulada com a crença num Deus pessoal. Também se atenuou o lado moralista da história, visto que, no livro, o próprio Rochester reconhece que Jane só lhe é devolvida depois de ele ter reconhecido os seus erros perante um Deus que até aí rejeitara, substituindo o orgulho pela humildade. São aspectos importantes na obra literária, mas a sua ausência não afecta o essencial da história, fiel aos grandes arquétipos das histórias de amor.
Os sentimentos dos personagens são apresentados de forma convincente, graças ao talento dos actores, cuja capacidade expressiva serve maravilhosamente o enredo.
Parece-me uma bela versão, mesmo com alguns pequenos desvios ditados pela lógica do audio-visual. O essencial foi preservado ou mesmo sublinhado.
É um dos meus romances preferidos desde a adolescência.
Esta série, datada de 2006, é da BBC,com dois actores que desconhecia: Toby Stephens e Ruth Wilson.
Acho-os francamente comoventes como Jane Eyre e Edward Fairfax Rochester.
Claro que na série se perderam alguns aspectos muito presentes no livro de Charlote Bronte, como a profunda fé de Jane e a sua postura ética muito kantiana, nela articulada com a crença num Deus pessoal. Também se atenuou o lado moralista da história, visto que, no livro, o próprio Rochester reconhece que Jane só lhe é devolvida depois de ele ter reconhecido os seus erros perante um Deus que até aí rejeitara, substituindo o orgulho pela humildade. São aspectos importantes na obra literária, mas a sua ausência não afecta o essencial da história, fiel aos grandes arquétipos das histórias de amor.
Os sentimentos dos personagens são apresentados de forma convincente, graças ao talento dos actores, cuja capacidade expressiva serve maravilhosamente o enredo.
Parece-me uma bela versão, mesmo com alguns pequenos desvios ditados pela lógica do audio-visual. O essencial foi preservado ou mesmo sublinhado.
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