



O ciclone Nargis destruiu 95 por cento dos edifícios no delta de Irrawaddy, entre sexta-feira e sábado.
Os números que traduzem as dimensões da desolação não têm parado de crescer.
A CNN, citando informações provenientes de uma ONG, aponta mais de 100 mil mortos, enquanto as autoridades de Rangum falam de 22.000. Para além disso, as Nações Unidas calculam que o Nargis deixou um milhão de pessoas sem casa.
Um dos ministro da Junta Militar, Maung Maung Swe, teria dito à BBC que grande parte das mortes não foi causada pela passagem do ciclone, mas sim por um pequeno tsunami de apenas 3,5 metros de altura, que "sem aviso varreu e inundou metade das casas que ficam ao nível do mar».
Entretanto, a ajuda internacional, prontamente mobilizada, é impedida de levar assistência médica e alimentos à população atingida pelo ciclone, porque o regime local se recusa tanto a conceder vistos como a reconhecer as dimensões da catástrofe. Uma das maiores carências é de água potável.
A lógica das ditaduras é sempre a mesma! Salvar a face do regime é mais importante do que socorrer pessoas. Pergunto: salvar a face? qual face?




